quarta-feira, 8 de março de 2017

MATERIAL COMPLEMENTAR - PROFESSORA MÁRCIA ANDRÉA

EDUCAÇÃO FÍSICA - VESPERTINO

Disciplina: Educação Física
Professora: Márcia Andréa.
          APOSTILA 1º bimestre.

Envelhecimento saudável

            O mundo está envelhecendo, a expectativa de vida tem aumentado em escala mundial, o que sem dúvida alguma, deve ser considerado um grande trunfo. Em 2011 o Brasil tinha aproximadamente 22 milhões de idosos, estima se que esse número triplique até 2040. Pensar no idoso e pensar no próprio futuro e devemos começar a agir agora, para chegarmos a essa fase da vida, plenos de nossas capacidades funcionais, afetivo-sociais, motoras e cognitivas.
            A perda das habilidades comumente associada ao envelhecimento não está necessariamente relacionada com a idade cronológica das pessoas. Não existe um idoso “típico”. A diversidade das capacidades e necessidades de saúde dos adultos maiores não é obra do acaso, ela deriva de atitudes  que ocorrem ao longo da vida e frequentemente são modificáveis. Embora a maior parte dos adultos maiores apresente múltiplos problemas de saúde com o passar do tempo, a idade avançada não implica em dependência. Entre os sintomas mais comuns do envelhecimento, podemos citar: a perda gradativa da massa óssea e muscular; diminuição da capacidade cognitiva e redução dos ritmos cardíaco, respiratório e digestivo.
Envelhecimento saudável engloba muito mais que a simples ausência de doenças, está relacionado a manutenção das habilidades funcionais, sociais, emocionais, lazer, laborais, enfim envolve todos os aspectos da vida. Dentre as atitudes para um envelhecimento saudável podemos destacar:
Ø  Manter se ativo física e intelectualmente;
Ø  Desenvolver hábitos alimentares saudáveis;
Ø  Estabelecer e manter boas relações sociais;
Ø  Criar e aceitar desafios, que o mantenham estimulado;
Ø  Envolver se em atividades diversas;
Ø  Ter cuidado com sua aparência, mantendo sua autoestima.
As escolhas que fazemos ao longo da vida irão determinar o tipo de velhice que teremos. Não é preciso esperar a idade madura para começar a desenvolver hábitos saudáveis, lembre se seu corpo funciona como uma “poupança” onde você resgata o que foi depositado ao longo dos anos.

Sedentarismo

É a falta ou a diminuição da atividade física suficiente para o corpo e que também acaba afetando a saúde e atrofiando os músculos. Está relacionado com a quantidade de calorias que uma pessoa gasta semanalmente, seja em atividades esportivas ou nas tarefas do dia a dia. Quando se fala em atividade física, ela não está necessariamente relacionada apenas à prática de esportes. Caminhadas até o trabalho, subir escadas, realizar alguns esforços físicos ou até mesmo afazeres domésticos, podem ser considerados atividades físicas. O Sedentarismo acontece quando a pessoa gasta menos de 300 calorias/dia ou 2.200 calorias por semana, em atividades físicas. É classificado como uma doença e atinge cada vez mais pessoas no mundo. Uma das principais causas são as modernidades que encontramos atualmente, pois o conforto acabou tomando conta das pessoas e cada vez não damos conta disso e mesmo sem saber a população acaba ficando acomodada. O sedentarismo pode acelerar o envelhecimento, além de atingir órgãos vitais como coração, rins, cérebro, entre outros, o sedentarismo impacta diretamente na saúde dos músculos e ossos, que se tornam mais frágeis, pois ficam sem uso, literalmente, atrofiando, perdendo a flexibilidade e comprometendo a saúde como um todo.
            O sedentarismo é considerado o principal fator de risco para a morte súbita, estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento da grande maioria das doenças, como: obesidade, colesterol alto, diabetes, hipertensão arterial, infarto, asma, alguns tipos de câncer, prejuízo da mobilidade, distúrbios psicológicos etc. Um estudo publicado no periódico "American Journal of Clinical Nutrition" concluiu que a falta de exercícios físicos aparece relacionada a duas vezes mais mortes do que a obesidade.
 Obesidade

É uma condição médica na qual se verifica acumulação de tecido adiposo em excesso ao ponto de poder ter impacto negativo na saúde, o que leva à redução da esperança de vida e/ou aumento dos problemas de saúde causada quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia (balanço energético positivo), ou seja: a obesidade acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente. Está associado à diversos problemas de saúde. É uma das principais causas de morte evitáveis em todo o mundo, com taxas de prevalência cada vez maiores em adultos e em crianças. É considerada pelas autoridades um dos mais graves problemas de saúde pública do século XXI. 3,4 milhões de adultos morrem anualmente em consequência da obesidade ou do sobrepeso. A doença está também na origem de 44% dos casos de diabetes, 23% dos casos de doença arterial coronariana e entre 7 e 41% de determinados tipos de cancro, a obesidade reduz a esperança de vida entre seis a sete anos. Estima se que no Brasil um terço da população estejam acima do peso e cerca de 1 milhão sejam obesos mórbidos.
 Em grande parte do mundo contemporâneo, particularmente na sociedade ocidental, a obesidade é alvo de estigma social, embora ao longo da História tenha sido vista como símbolo de riqueza e fertilidade, perspectiva que ainda se mantém nalgumas partes do mundo.
A obesidade é o resultado de diversas interações, nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos (histórico familiar de obesidade), ambientais/sociais (tipo de trabalho, urbanização, número de filhos, classe econômica, etc) e comportamentais (sedentarismo, má alimentação, tabagismo, medicamentos). Contudo a maior parte dos casos de obesidade acontecem pela combinação da ingestão de alimentos energéticos em excesso com a ausência de exercício físico. Uma percentagem pequena de casos deve-se principalmente a condições genéticas, transtornos psiquiátricos ou razões médicas. Por outro lado, o aumento generalizado da prevalência de obesidade na sociedade deve-se à facilidade no acesso à dieta altamente calórica, ao aumento da dependência de transportes automóveis e à mecanização do trabalho. Um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal significa que o excesso de peso tornou-se um risco à saúde.

Complicações para a saúde.
A obesidade aumenta o risco para diversas complicações físicas e psicológicas, essas complicações estão relacionadas a uma condição denominada síndrome metabólica *¹, as condições clinicas associadas a essa síndrome incluem: diabetes mellitus, AVC, infarto, hipertensão arterial, níveis elevados de colesterol e triglicerídeos.
Pessoas com excesso de peso tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando em longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, varizes. Pessoas com excesso de peso. Acumulam se a essas doenças distúrbios psicológicos como a depressão, ansiedade, transtornos alimentares, apatia, etc. Muitos deles oriundo do estigma social.
A obesidade não gera somente prejuízos à saúde, os custos do excesso de peso para os sistemas de saúde são altos envolvem gastos com o tratamento da obesidade e suas consequências e a perda de renda pela redução da produtividade e do absenteísmo devido à doença ou incapacidade e a perda de renda futura devido a mortes prematuras.
Está comprovado que relacionamentos sociais e romances são menos frequentes entre obesos, já que eles saem menos de casa devido a diminuição da autoestima. Agora, uma vez existindo o relacionamento, a obesidade pode interferir no relacionamento sexual. Ela está relacionada à redução da testosterona, o que pode levar a redução de libido e a problemas de ereção nos homens. Já nas mulheres, existe uma redução dos níveis de hormônio feminino e aumento no nível dos masculinizantes. As mulheres têm aumento de pelos, irregularidade menstrual e redução da fertilidade. As chances de todos esses problemas se resolverem, com uma perda de peso na ordem de 10%, são bem grandes.
                  O excesso de peso corporal pode ser estimado por diferentes métodos ou técnicas, como pregas cutâneas, relação cintura-quadril, ultrassom, ressonância magnética, bioimpedância, entre outras. Entretanto, devido a sua simplicidade de obtenção, baixo custo e correlação com a gordura corporal, o Índice de Massa Corporal (IMC) tem sido amplamente utilizado e aceito para estudos epidemiológicos.
Índices de aferição de sobrepeso mais comuns:

IMC: É o índice de massa corporal é usado para indicar se a pessoa está no seu peso ideal, com sobrepeso, obesa ou abaixo do peso ideal.  É apenas um indicador, o IMC é um método fácil e rápido de verificar se a pessoa está no peso ideal, serve como uma espécie de pré-avaliação que pode ser realizada de forma simples e rápida e não exige grande utilização de material, ele serve como um sinal de alerta para a pessoa promover uma mudança de hábitos, diminuindo os riscos de doenças.
COMO CALCULAR? Basta dividir seu peso pela altura ao quadrado. Então basta substituir esses índices, calcular e verificar na tabela.
Vamos imaginar que você mede 1.80 metros, e pesa 72 quilos então fica assim:
IMC = 72 / (1.80 * 1.80)
IMC = 72 / 3.24
IMC = 22.22, ou seja, seu IMC é 22, que é o peso ideal.

RCQ: A relação cintura quadril (RCQ) é o cálculo que se faz para verificar o risco que um indivíduo possui de sofrer de doenças cardíacas, pois quanto maior a concentração da gordura abdominal (próxima ao coração), maior o risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Como calcular a relação cintura quadril
Para calcular a relação cintura quadril deve-se:
Passar uma fita métrica à volta da cintura, na parte mais estreita;
Passar uma fita métrica à volta do quadril, na parte mais larga;
Depois divida o número que obteve da cintura, pelo do quadril.
Resultados iguais ou superiores a 0,8 para mulheres e 1,0 para homens, indica alto risco para doenças cardiovasculares. Quanto maior o valor, maior o risco.
Existem três tipos de classificações quando uma pessoa está acima do peso. O sobrepeso é quando há mais gordura no corpo do que o ideal para uma vida saudável. A obesidade se dá quando o acúmulo de gordura é muito acima do normal, podendo gerar até problemas graves de saúde. A obesidade mórbida é quando o valor do IMC ultrapassa 40.
Tratamento da obesidade

O tratamento mais eficaz para a obesidade envolve uma mudança no estilo de vida, mudança de hábitos alimentares (dieta menos calórica) e prática de exercícios físicos. Contudo em alguns casos pode se fazer a prescrição de medicamentos que vão atuar na regularização do metabolismo, em casos mais extremos pode ser sugerida a cirurgia de redução bariátrica.

Postagem: Fernanda Martins 

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