terça-feira, 24 de abril de 2018

Navio negreiro: Trabalho em grupo - seis partes - 6 grupos. analisar.

O Navio Negreiro
CASTRO ALVES
I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço 
Brinca o luar — dourada borboleta; 
E as vagas após ele correm... cansam 
Como turba de infantes inquieta.
'Stamos em pleno mar... Do firmamento 
Os astros saltam como espumas de ouro... 
O mar em troca acende as ardentias, 
— Constelações do líquido tesouro...
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos 
Ali se estreitam num abraço insano, 
Azuis, dourados, plácidos, sublimes... 
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas 
Ao quente arfar das virações marinhas, 
Veleiro brigue corre à flor dos mares, 
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai?  Das naus errantes 
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? 
Neste saara os corcéis o pó levantam,  
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Bem feliz quem ali pode nest'hora 
Sentir deste painel a majestade! 
Embaixo — o mar em cima — o firmamento... 
E no mar e no céu — a imensidade!
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa! 
Que música suave ao longe soa! 
Meu Deus! como é sublime um canto ardente 
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Homens do mar! ó rudes marinheiros, 
Tostados pelo sol dos quatro mundos! 
Crianças que a procela acalentara 
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba 
Esta selvagem, livre poesia 
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa, 
E o vento, que nas cordas assobia... 
..........................................................
Por que foges assim, barco ligeiro? 
Por que foges do pávido poeta? 
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira 
Que semelha no mar — doudo cometa!
Albatroz!  Albatroz! águia do oceano, 
Tu que dormes das nuvens entre as gazas, 
Sacode as penas, Leviathan do espaço, 
Albatroz!  Albatroz! dá-me estas asas. 
II

Que importa do nauta o berço, 
Donde é filho, qual seu lar? 
Ama a cadência do verso 
Que lhe ensina o velho mar! 
Cantai! que a morte é divina! 
Resvala o brigue à bolina 
Como golfinho veloz. 
Presa ao mastro da mezena 
Saudosa bandeira acena 
As vagas que deixa após.
Do Espanhol as cantilenas 
Requebradas de langor, 
Lembram as moças morenas, 
As andaluzas em flor! 
Da Itália o filho indolente 
Canta Veneza dormente, 
— Terra de amor e traição, 
Ou do golfo no regaço 
Relembra os versos de Tasso, 
Junto às lavas do vulcão!
O Inglês — marinheiro frio, 
Que ao nascer no mar se achou, 
(Porque a Inglaterra é um navio, 
Que Deus na Mancha ancorou), 
Rijo entoa pátrias glórias, 
Lembrando, orgulhoso, histórias 
De Nelson e de Aboukir.. . 
O Francês — predestinado — 
Canta os louros do passado 
E os loureiros do porvir!
Os marinheiros Helenos, 
Que a vaga jônia criou, 
Belos piratas morenos 
Do mar que Ulisses cortou, 
Homens que Fídias talhara, 
Vão cantando em noite clara 
Versos que Homero gemeu ... 
Nautas de todas as plagas, 
Vós sabeis achar nas vagas 
As melodias do céu! ... 
III
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano! 
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano 
Como o teu mergulhar no brigue voador! 
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras! 
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ... 
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror! 
IV

Era um sonho dantesco... o tombadilho  
Que das luzernas avermelha o brilho. 
Em sangue a se banhar. 
Tinir de ferros... estalar de açoite...  
Legiões de homens negros como a noite, 
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas  
Magras crianças, cujas bocas pretas  
Rega o sangue das mães:  
Outras moças, mas nuas e espantadas,  
No turbilhão de espectros arrastadas, 
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente... 
E da ronda fantástica a serpente  
Faz doudas espirais ... 
Se o velho arqueja, se no chão resvala,  
Ouvem-se gritos... o chicote estala. 
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,  
A multidão faminta cambaleia, 
E chora e dança ali! 
Um de raiva delira, outro enlouquece,  
Outro, que martírios embrutece, 
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra, 
E após fitando o céu que se desdobra, 
Tão puro sobre o mar, 
Diz do fumo entre os densos nevoeiros: 
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros! 
Fazei-os mais dançar!..."
E ri-se a orquestra irônica, estridente. . . 
E da ronda fantástica a serpente 
          Faz doudas espirais... 
Qual um sonho dantesco as sombras voam!... 
Gritos, ais, maldições, preces ressoam! 
          E ri-se Satanás!...  
V
Senhor Deus dos desgraçados! 
Dizei-me vós, Senhor Deus! 
Se é loucura... se é verdade 
Tanto horror perante os céus?! 
Ó mar, por que não apagas 
Co'a esponja de tuas vagas 
De teu manto este borrão?... 
Astros! noites! tempestades! 
Rolai das imensidades! 
Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados 
Que não encontram em vós 
Mais que o rir calmo da turba 
Que excita a fúria do algoz? 
Quem são?   Se a estrela se cala, 
Se a vaga à pressa resvala 
Como um cúmplice fugaz, 
Perante a noite confusa... 
Dize-o tu, severa Musa, 
Musa libérrima, audaz!...
São os filhos do deserto, 
Onde a terra esposa a luz. 
Onde vive em campo aberto 
A tribo dos homens nus... 
São os guerreiros ousados 
Que com os tigres mosqueados 
Combatem na solidão. 
Ontem simples, fortes, bravos. 
Hoje míseros escravos, 
Sem luz, sem ar, sem razão. . .
São mulheres desgraçadas, 
Como Agar o foi também. 
Que sedentas, alquebradas, 
De longe... bem longe vêm... 
Trazendo com tíbios passos, 
Filhos e algemas nos braços, 
N'alma — lágrimas e fel... 
Como Agar sofrendo tanto, 
Que nem o leite de pranto 
Têm que dar para Ismael.
Lá nas areias infindas, 
Das palmeiras no país, 
Nasceram crianças lindas, 
Viveram moças gentis... 
Passa um dia a caravana, 
Quando a virgem na cabana 
Cisma da noite nos véus ... 
... Adeus, ó choça do monte, 
... Adeus, palmeiras da fonte!... 
... Adeus, amores... adeus!...
Depois, o areal extenso... 
Depois, o oceano de pó. 
Depois no horizonte imenso 
Desertos... desertos só... 
E a fome, o cansaço, a sede... 
Ai! quanto infeliz que cede, 
E cai p'ra não mais s'erguer!... 
Vaga um lugar na cadeia, 
Mas o chacal sobre a areia 
Acha um corpo que roer.
Ontem a Serra Leoa, 
A guerra, a caça ao leão, 
O sono dormido à toa 
Sob as tendas d'amplidão! 
Hoje... o porão negro, fundo, 
Infecto, apertado, imundo, 
Tendo a peste por jaguar... 
E o sono sempre cortado 
Pelo arranco de um finado, 
E o baque de um corpo ao mar...
Ontem plena liberdade, 
A vontade por poder... 
Hoje... cúm'lo de maldade, 
Nem são livres p'ra morrer. . 
Prende-os a mesma corrente 
— Férrea, lúgubre serpente — 
Nas roscas da escravidão. 
E assim zombando da morte, 
Dança a lúgubre coorte 
Ao som do açoute... Irrisão!...
Senhor Deus dos desgraçados! 
Dizei-me vós, Senhor Deus, 
Se eu deliro... ou se é verdade 
Tanto horror perante os céus?!... 
Ó mar, por que não apagas 
Co'a esponja de tuas vagas 
Do teu manto este borrão? 
Astros! noites! tempestades! 
Rolai das imensidades! 
Varrei os mares, tufão! ... 
VI
Existe um povo que a bandeira empresta 
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!... 
E deixa-a transformar-se nessa festa 
Em manto impuro de bacante fria!... 
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta, 
Que impudente na gávea tripudia? 
Silêncio.  Musa... chora, e chora tanto 
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Auriverde pendão de minha terra, 
Que a brisa do Brasil beija e balança, 
Estandarte que a luz do sol encerra 
E as promessas divinas da esperança... 
Tu que, da liberdade após a guerra, 
Foste hasteado dos heróis na lança 
Antes te houvessem roto na batalha, 
Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga! 
Extingue nesta hora o brigue imundo 
O trilho que Colombo abriu nas vagas, 
Como um íris no pélago profundo! 
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga 
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! 
Andrada! arranca esse pendão dos ares
!  
Colombo! fecha a porta dos teus ma

terça-feira, 17 de abril de 2018

TEXTO- SEGUNDO BIMESTRE -3C.DE.F.G.H.

O homem, as Viagens.


O Homem; As Viagens
  
O homem, bicho da terra tão pequeno
Chateia-se na terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a lua
Desce cauteloso na lua
Pisa na lua
Planta bandeirola na lua
Experimenta a lua
Coloniza a lua
Civiliza a lua
Humaniza a lua.
Lua humanizada: tão igual à terra.
O homem chateia-se na lua.
Vamos para marte - ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em marte
Pisa em marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro - diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a vênus.
O homem põe o pé em vênus,
Vê o visto - é isto?
Idem
Idem
Idem.
O homem funde a cuca se não for a júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira terra-a-terra.
O homem chega ao sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não-vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o sol, falso touro
Espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
Do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
A dificílima dangerosíssima viagem
De si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.
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CONTEÚDOS – AM’s 1º BIMESTRE – MATUTINO - 2018





PORTUGUÊS (WADAILTON) 
Textos de revisão:
·         Cantiga da ribeirinha, trovadorismo;
·         Sermão da sexagésima e buscando a Cristo - Barroco;
·         Canção do Tamoio e canção do Exilio - Romantismo da primeira geração
·         Lembrança de morrer - segunda geração romântica -
·         Marilia de dirceu - arcadismo;
·         O apanhador de desperdício - P.A.S
·         Dos direitos individuais e coletivos, principios da IGUALDADE e LEGALIDADE (ART 5º DA CF)
·         Filme; O nome da rosa;
·         Tipos de texto: literário e não-literário.

PORTUGUÊS (ROSE XAVIER) 
2º ANOS
·    Classes gramaticais: substantivo, adjetivo, artigo.
·    Literatura: Romantismo. Segunda e terceira geração (poesia).
3º ANO A
·    Concordância verbal (verbos impessoais)
·    LITERATURA
·    Romantismo português
·    Semana de arte moderna.
PORTUGUÊS (ALMIR) 

HISTÓRIA (GRAZY) 

·         Neocolonialismo/ imperialismo;
·         1ª Guerra Mundial (antecedentes, conflitos, consequências)
·         EUA pós guerra;
·         Crise 1929;
·         Regimes totalitários (fascismo e nazismo);
·         2 Guerra Mundial (antecedentes, conflitos, consequências);
·         Guerra Fria.

QUÍMICA (LUCRÉCIA) 

·         Termoquímica
·         Soluções
·         Propriedades Coligativas
·         Cinética Química
·         Equilíbrio Químico

GEOGRAFIA (CRISTIANE) 

2º A,B,C,D

·    CAP. 1 - Dinâmica climática
·    CAP. 2 - Formações Vegetais e Domínios Morfoclimáticos
·    CAP. 3 - Recursos Naturais
·    CAP. 4 - Fontes de Energia
·    CAP. 5 - Características da Industrialização
·    CAP. 9 - A Industrialização Tardia II: Brasil
·    CAP. 11 - A População Mundial

3º ANO

·    CAP.1 - TERRITÓRIOS E FRONTEIRAS
·    CAP.2 - AS GRANDES GUERRAS E A REORDENAÇÃO DO ESPAÇO MUNDIAL
·    CAP.  3 - A GEOPOLÍTICA NO PÓS-GUERRA
·    CAP. 5 - GLOBALIZAÇÃO
·    CAP.6 - DIFERENTES DIMENSÕES DA GLOBALIZAÇÃO
·    CAP. 7 - A FORMAÇÃO DOS BLOCOS ECONÔMICOS


GEOGRAFIA (FLÁVIO) 

·         Aspectos fisicos do Brasil, tais como: clima, relevo, vegetação, hidrografia e solo;
·         Recursos naturais do Brasil;
·         Riquezas minerais;
·         Fontes de energia;
·         A importancia das riquezas naturais para a economia;
·         Impactos ambientais provocados pela exploração dos recursos naturais;
·         Impactos sociais relacionados à exploração dos recursos naturais.

MATEMÁTICA (LILIANA) 

Geometria Analítica:
·         Distância entre dois pontos;
·         Ponto médio;
·         Alinhamento entre pontos;
·         Equação geral da reta;
·         Equação reduzida da reta;
·         Equação segmentária da reta;
·         Equações paramétricas;
·         Área de triângulo;
·         Coeficientes angular e linear;
·         Equação geral da circunferência;
·         Equação reduzida da circunferência.
Geometria Espacial:
·         Prisma (Área de base, área lateral, área total e volume);
·         Cilindro (Área de base, área lateral, área total e volume) ;
·         Esfera (Área de base, área lateral, área total e volume) .

MATEMÁTICA (ALESSANDRO) 
2 anos
Trigonometria conceitos básicos
·         Lei dos senos e lei dos cossenos
·         Relações trigonométricas: tangente cotangente secante e cossecante
·         Arcos e círculo trigonométrico

3 anos
·         Porcentagem
·         Taxas
·         Fator de atualização
·         Juros simples e compostos
·         Probabilidade e Estatística conceitos básicos
·         Medidas de tendência central
·         Média aritmética
·         Média ponderada
·         Moda
·         Mediana
·         Medidas de dispersão
·         Variância e desvio padrão
·         Análise gráfica
  
FÍSICA (MARCOS) 
2º ANOS
CAP. 1
·         Termologia
·         Temperatura
·         Escala Termométricas
·         Transmissões de Calor
CAP. 2
·         Calorimetria
·         Calor Sensível: - Camada Térmica
                           -  Calor Específico
·         Calor Latente
CAP. 3
·         Dilateção Térmica:  -     Linear
-       Superficial
-       Volumétrica
3º ANOS
Eletrostática
·         Quantização das Cargas
·         Força Elétrica
·         Campo Elétrico
·         Potencial Elétrico
·         Trabalho de Uma Força Elétrica
Elétrodinâmica
·         Corrente Elétrica
·         Lei de Ohm
·         Resistência Elétrica
·         Potencia Elétrica
·         Circuitos Elétricos

ESPANHOL (MÍRIA) 
2º ANOS
·      Uso de los adjetivos y  pronombres posesivos, 
·      uso de los pronombres demostrativos ,
·      artículos definidos e indefinidos,
·      contracciones,
·      uso de las preposiciones de y a,
·      verbo gustar,
·      lectura y   comprensión lectora
3º ANOS
·      Uso del presente de subjuntivo,
·      uso del condicional simple,
·      artículo neutro (lo),
·      los conectores y /e, o/u, lectura y comprensión lectora.

INGLÊS (ELIANE)
·         Interpretação de texto.
·         Pronomes Relativos.
·         Pronomes Indefinidos.
·         Linking Words.
FILOSOFIA (FRANCISCO) 


    SOCIOLOGIA (OSVALDO) 

    
ARTES (MÁRIO) 
2º ANOS
·         Obra “Casa de Bonecas” de Henrik Ibsen
·         Páginas estudadas em sala do livro “Teatro do Movimento” de Lenora Lobo
·         Pesquisa sobre: Constantin Stanislavski
§  Teatro Naturalista
3º ANOS
·         Obra “Liberdade, Liberdade” de Millôr Fernandes e Flávio Rangel
·         Páginas estudadas em sala do livro “Teatro do Movimento” de Lenora Lobo
·         Pesquisa sobre: Bertolt Brecht
§  Teatro Épico
BIOLOGIA (JACINTA) 
·      Sistema ABO e sistema Rh: características básicas e genética.
·      Heredogramas aplicados aos grupos sanguíneos.

EDUCAÇÃO FÍSICA (RONI)

·         Saúde
·         Urbanismo
·         Vida sedentária

EDUCAÇÃO FÍSICA (ELANE)