sexta-feira, 3 de março de 2017

MATERIAL COMPLEMENTAR - PROFESSORA MÁRCIA ANDRÉA

EDUCAÇÃO FÍSICA - VESPERTINO

ATIVIDADE FÍSICA x EXERCÍCIO - TEXTO COMPLEMENTAR 01 

Atividade Física: Deve ser aquela que mexe com você.
     É natural, ao homem, movimentar-se. Para realizar nossas tarefas do dia-a-dia, andamos, subimos escadas, movemos os braços, agachamo-nos, sentamo-nos. A atividade física é o corpo em movimento, em ação. São os músculos esqueléticos do corpo (aqueles que   podemos controlar voluntariamente) gastando energia, contraindo-se e relaxando, numa sequência coordenada entre a ação do tecido muscular e os tendões e os ossos. Assim como em saúde e qualidade de vida, hoje em dia muito se fala em atividade física. É mesmo essencial que se discuta o assunto, pois entender a atividade física significa entender o homem como um ser dependente de sua atividade física. Sim, dependemos dela e muitas vezes não sabemos avaliar quão benéfica ela pode ser.  O corpo humano é formado por células, que se agrupam em tecidos, e que, por sua vez, se coordenam em sistemas, subordinados um ao outro, e interagindo para formar uma unidade, que é cada um de nós. Saber como essa máquina humana funciona, descobrir a melhor maneira de utilizá-lo para nos levar de um lugar a outro, para saltar, correr, ou realizar cada movimento de nossos membros, são questões fundamentais.  Chamamos de atividade física toda ação humana que envolva movimentação e acelere os batimentos cardíacos acima da frequência de repouso. Portanto, ao praticar muitas das suas atividades cotidianas como ir a pé até a padaria, participar de um passeio ciclístico, subir escadas, fazer faxina, dançar, brincar de pega-pega, subir em árvore, cavalgar, andar de capte, jogar uma pelada, praticar natação etc., você está praticando atividade física.


Exercício Físico: Nem toda atividade física é exercício físico
    Agora que você já foi iniciado na importância da atividade física na sua rotina, saiba que a atividade física nos dá os seus melhores resultados quando é praticada na forma de exercício físico. É isso mesmo. O exercício físico é uma forma de atividade física que tem como característica particular o objetivo de melhorar a aptidão física (fitness). É o exercício, e não qualquer atividade, que melhora a saúde e protege o organismo das doenças crônico-degenerativas.
   Diferentemente de uma atividade física qualquer, que pode ser absolutamente espontânea como sair correndo para não perder o ônibus, o exercício físico é sistematizado. Andar, por exemplo, é uma atividade física quando o objetivo dos passos é meramente ir de um lugar a outro, mas é um exercício físico se a intenção é obter as benesses de caminhar, como uma melhor condição cardiorrespiratória, a perda de gordura ou o trabalho muscular. A definição de exercício físico pelo Conselho Federal de Educação Física é: Sequência sistematizada de movimentos de diferentes segmentos corporais, executados de forma planejada, segundo um determinado objetivo a atingir. Uma das formas de atividade física planejada, estruturada, repetitiva, que objetiva o desenvolvimento da aptidão física, do condicionamento físico, de habilidades motoras ou reabilitação orgânico-funcional, definido de acordo com diagnóstico de necessidade ou carências específicas de seus praticantes, em contextos sociais diferenciados.

 Ginástica: O que é ginástica?
    A palavra “ginástica” já era empregada na Grécia antiga para designar exercícios físicos. Ela vem do termo grego gymnos, que significa nu. O Termo data mais ou menos 400 a.C. A ginástica na época dos pensadores clássicos era considerada de suma importância para a saúde e, mais do que isso, para a grandeza do homem. Vem de longe o ideal de equilíbrio entre corpo e mente, matéria e espírito. Platão considerava que a Ginástica e a música (termo que na época se referia a poesia, drama, História, oratória e ciência) constituíam, juntas, a Paidéia, a cultura, a educação, enfim, a formação do homem. A ginástica era uma atividade social para os cidadãos gregos, que se reuniram nos ginásios para a prática conjunta. O significado exato da palavra “ginástica” mudou ao longo do tempo, pois mudou o enfoque da Educação Física. A ginástica chegou a ser inclusive sinônima de Educação Física para algumas nações, que direcionavam a prática de exercícios conforme a cultura vigente, tendo, inclusive, motivos militares. Corrida era ginástica, natação era ginástica, musculação era ginástica, dança era ginástica. Atualmente, o termo está começando a cair em desuso e sendo substituído por “exercício físico”. Corrida é exercício, natação é exercício, e ginástica é exercício.
   O que se chama de ginástica, hoje, é uma sequência de exercícios de mesmo tipo realizados normalmente em um mesmo lugar. Há vários tipos de ginástica e o mais praticado deles continua variando conforme a cultura da época. Nos anos 70 e 80, explodiu nas academias a ginástica aeróbica, que prioriza o trabalho cardiovascular. Nos anos 90, quem ganhou espaço foi a ginástica localizada, que prioriza o trabalho muscular. Mais recentemente cresceu a procura por ginásticas suaves (yoga, ginástica postural, tai-chi chuan, ginástica com movimentos de animais) com maior enfoque no alongamento, no relaxamento e na meditação. Nas últimas décadas, as mulheres se tornaram as maiores consumidoras das ginásticas, principalmente devido aos seus efeitos estéticos. A ginástica, em comparação com a musculação, preferida pelos homens como meio de moldar a silhueta, é quase sempre praticada em aulas coletivas, monitoradas por um professor e com trilha musical. Por muitos anos, as aulas de ginástica foram quase exclusivamente femininas. No entanto, homens e mulheres vão, aos poucos, transitando com maior frequência entre as áreas do exercício físico; elas se encorajando para a musculação e eles se desinibindo para a ginástica.

Mexa-se: Atividade Física, saúde e bem-estar/Fábio Saba -2.ed. - São Paulo: Phote, 2008


HÁBITO ALIMENTAR E QUALIDADE DE VIDA

Hábitos alimentares adequados proporcionam ao organismo humano condições para uma vida saudável, acrescentando anos com saúde e disposição para os indivíduos que se propõem a ter uma dieta equilibrada e pautada na moderação. Não existem alimentos proibidos (para a comunidade sadia) ou milagrosos. O segredo está no bom senso.
A alimentação é o combustível para nossa vida, uma vez que nos fornece subsídios para a realização de nossas tarefas diárias. Se não nos alimentamos não temos força ou disposição para a realização das atividades mais banais, além de comprometer seriamente o desempenho das funções vitais no nosso organismo.
Claro que a qualidade do alimento ingerido é fundamental. Não adianta simplesmente comer. É preciso alimentar-se corretamente, fornecendo ao organismo os nutrientes necessários para seu perfeito funcionamento, sem carências ou exageros.
Uma alimentação balanceada, contendo equilibradamente frutas, cereais (inclusive integrais), verduras, legumes, carnes e leite, pode contribuir positivamente para a manutenção da saúde do indivíduo. Entretanto é sempre bom ressaltar que a diversidade dos alimentos é fundamental, pois não existem alimentos completos capazes de fornecer ao organismo toda a gama de nutrientes requeridos para sua manutenção, preservando-lhe a saúde. Então a premissa da boa alimentação está fundamentada, principalmente, na diversificação de alimentos ofertados em quantidades adequadas, o que não significa dizer exagero, pelo contrário, a moderação é imprescindível.
Convém lembrar que, o Brasil, como em outros países adeptos das “comidas rápidas” servidas em qualquer lanchonete, apresenta problemas sérios de saúde pública decorrentes da má alimentação. Isto porque o sabor dos alimentos foi colocado em primeiro plano, não que a alimentação não deva ser um prazer, ela pode e deve ser considerada desta forma, porém é necessário compreender que os alimentos precisam cumprir suas funções no organismo, não apenas saciar a fome ou estar a serviço da gula. Estes lanches rápidos normalmente estão carregados de gorduras saturadas, comprometendo seriamente o equilíbrio alimentar do indivíduo e não podem, portanto, fazer parte da dieta alimentar do mesmo, sem causar-lhe dano, mesmo que seja em longo prazo. Obviamente que uma vez ou outra é possível e agradável comer uma pizza ou qualquer outra refeição pelo simples prazer que proporciona, o que é desaconselhável é fazer disso uma constante, substituindo frequentemente uma alimentação saudável por um lanche com excesso de gordura e incapaz de proporcionar os nutrientes dos quais o organismo necessita. Tornando-se hábito, pode levar a sérias complicações orgânicas, prejudicando a saúde do indivíduo em médio e longo prazo. Por isso é bom estar atento ao que estamos ingerindo, além de cuidar desde cedo da alimentação das crianças, insistindo com elas sobre a adoção de hábitos saudáveis que serão revertidos em qualidade de vida.
A alimentação realmente é um prazer que precisa ser saboreado e compartilhado com pessoas das quais gostamos, portanto é importante fazer das refeições um momento alegre para ser lembrado posteriormente, e não apenas o gesto mecânico de saciar a fome. Não é sensato comer rapidamente qualquer coisa, é preciso valorizar a vida, realmente alimentando-nos adequadamente, provendo nosso corpo e espírito de elementos dos quais necessitam.
A manutenção da saúde está relacionada a diversos fatores que influenciam o desenvolvimento do indivíduo, desde a fase de vida intrauterina, porém nenhum deles é tão importante quanto a alimentação. A nutrição humana tem início na vida embrionária, sendo todo o período de gestação um processo nutritivo: a mãe transfere para o filho os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento. Para que isto ocorra, é preciso que a gestante receba uma alimentação adequada. Após o nascimento, até aproximadamente os quatro anos, a criança passa por transformações muito rápidas, por isso sua alimentação deve ser bem equilibrada. Carências nutricionais nesta fase, em que o cérebro completa sua formação, podem ser responsáveis por danos irreparáveis no desenvolvimento mental, os quais podem ser percebidos apenas no período escolar: dificuldade de alfabetização, raciocínio lento e outros problemas da aprendizagem podem ter origem na má nutrição. Também a formação óssea pode vir a apresentar alterações indesejáveis, com o processo de crescimento, decorrentes de carências nutritivas: deformações do tórax, arqueamento das pernas e estatura abaixo do normal.
É através da alimentação que o organismo recebe os nutrientes necessários à manutenção da saúde. Por isso, desaconselha-se o uso de complementos nutricionais sob a forma de medicamentos (como complexos vitamínicos, minerais e outros) a não ser por prescrição médica. A verdadeira fonte de nossas riquezas está no alimento, seja ele ingerido na sua forma natural ou modificado.
Deste modo, aconselha-se, desde a mais tenra infância a adoção de hábitos alimentares saudáveis, capazes de contribuir para a saúde do indivíduo em todas as fases de sua vida. O conceito de saúde que adotamos é da Organização Mundial de Saúde: "Completo bem-estar e pleno desenvolvimento das potencialidades físicas, psicoemocionais e sociais e não a mera ausência de doença ou enfermidade." Assim, o ser humano está saudável quando apresenta uma relação produtiva e harmoniosa com o seu meio ambiente, na sua cultura e na época vigente.

Alimentar-se bem não é, em nutrição, sinônimo de gastar muito. Do mesmo modo que economizar na área de alimentação requer um certo cuidado, planejamento, algum conhecimento de nutrição e acima de tudo, disposição para rever conceitos e hábitos alimentares.

A alimentação deve ser bem planejada, levando em consideração os preceitos da boa nutrição, como consumir alimentos de todos os grupos, mantendo uma alimentação variada, com proteínas, vitaminas, carboidratos e sais minerais em quantidades suficientes para que, desta forma, não se cometa erros que acarretarão problemas nutricionais, economizando-se assim dinheiro, gasto em atendimento médico e medicamentos.
Assim, economia em termos de nutrição é saber quais alimentos comprar, adequando as quantidades suficientes para sua família sem possíveis desperdícios. Um dos maiores problemas observados entre aqueles que se queixam por gastar demais na aquisição de produtos alimentícios é o consumo exagerado de produtos industrializados, principalmente aqueles destinados aos lanches, que podem ser substituídos por frutas da época ou por preparações caseiras. O orçamento doméstico pode ser melhorado gastando-se menos em alimentação, sendo necessário, para isso, bom senso, organização e informação sobre os preços dos produtos para melhor escolher entre os locais de compra, bem como estar a par das épocas do ano em que se encontram produtos com preços mais acessíveis.
Deve-se ainda, comprar alimentos conscientemente, adquirindo-os por seu valor nutritivo. Aumentar as preparações caseiras, bem como cultivar em casa uma horta. A carne pode ser utilizada como complemento da refeição e não como prato principal, utilizando-se para isso cortes mais baratos, que se bem preparados ficam muito saborosos e podem ainda ter uma quantidade de nutrientes superior, como é o caso das vísceras, do famoso bife de fígado, que é riquíssimo em nutrientes essenciais e tem um custo baixo. Salienta-se ainda que o orçamento doméstico deve fazer parte do cotidiano familiar, no qual anota-se todas as despesas fixas ou não, bem como os recursos disponíveis.
Outrossim, a família deve estar consciente de qual seu poder de aquisição, de quanto pode dispor para suas necessidades e desta forma criar suas próprias prioridades. É importante salientar ainda que a alimentação não é um simples gasto mensal é um investimento em saúde e qualidade de vida, sendo fundamental a escolha consciente dos alimentos. Para comer bem não precisa comprar os produtos mais caros, precisa-se apenas saber o que comprar para as preparações culinárias, fazendo das refeições uma referência para a manutenção da saúde. 

KRAUSE, M. V. ; MAHAN, L. K. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11. ed. São Paulo: Roca, 2005.
MOTTA, J. I. J. O Processo Saúde/Doença. In TEIXEIRA, P. (Org.) Curso de Aperfeiçoamento em Biossegurança On-line. Rio de Janeiro: Educação a Distância EAD/ENSP, 2000.
ASSISTIR VÍDEO O ESPANTALHO:

https://www.youtube.com/watch?v=Dl-6C1elTl8

Postagem: Fernanda Martins

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